Refletindo e ouvindo do "The Grateful Dead" o álbum "Working Man's Dead", de Junho de 1970, sobre o Cais Mauá em Porto Alegre, chego à conclusão que é um movimento de resistência, dentre muitos que existem pelo Brasil e pelo mundo. Uma saída é o exemplo do Instituto Cultural Inhotim (ICI), que pode ser a resposta..."é público, mas é privado”. Quem sabe?
O Cais Mauá é porto fluvial de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, cujas características especiais o fizeram ser protegido pelo Patrimônio Histórico Nacional e Municipal. O pórtico central e os armazéns A e B foram tombados pelo IPHAN em 1983, assim como o seu entorno, e a proteção foi reforçada pelo tombamento municipal do restante do conjunto em 1996, incluindo as gruas para movimentação de carga, que correm em trilhos metálicos na base da estrutura do telhado, os enormes guindastes ao longo do cais e o pavimento de granito.
A importância histórica do Cais Mauá reside no fato de sua construção resultar de um grande esforço conjunto entre o governo e a sociedade gaúcha, que se empenhavam, no início do século XX, para modernizar a capital e incrementar a economia. O projeto do Cais foi inovador nos aspectos de higiene, funcionalidade e estética.
Cais Mauá e a Usina do Gasômetro que foi desativada em 1970, entrando a partir daí, em processo de deterioração. Pensou-se em demoli-la, mas houve reação e resistência da sociedade, foi tombada e transformada em centro cultural é uma das áreas mais procuradas e visitadas pela população de Porto Alegre, nos fins de semana mais agradáveis aberta e gratuita ao publico, formam complexo arquitetônico cultural e paisagístico.

Tornou-se um grande centro cultural da cidade, sendo palco das mais diversas manifestações artísticas como teatro, dança, pinturas, etc. Mais significativos como área de integração e sua bela vista panorâmica do Guaíba o encanto da paisagem ambiental. É um dos pontos mais tradicionais para ver o pôr-do-sol da cidade, às margens do Lago Guaíba.
Quando integrantes de movimentos sociais que solicitam ao poder publico esclarecimentos sobre o Projeto Caís Mauá que faz parte das atividades culturais do evento, como o debate “A cidade que queremos”, no Santander Cultural na tradicional Feira do Livro em Porto Alegre, ao final, os participantes fizeram uma caminhada que deveria ser encerrada na beira do Guaíba. Esbarraram no guarda no portão principal que já foi porta de entrada e saída de Porto Alegre.

RESPOSTA DO VIGILANTE QUE BARROU A ENTRADA: "É PÚBLICO, MAS É PRIVADO" OU “AQUI NÃO PODE ENTRAR, É ÁREA PRIVADA”.
A grande questão do Projeto do Caís Mauá começa o que "é público, mas é privado”, na questão das reivindicações de movimentos organizados da sociedade, quando reivindicam maiores informações a respeito de projetos de caráter privado publico.
Podemos considerar que espaço público é considerado como aquele que seja de uso comum e posse de todos. Entendendo-se a cidade como local de encontros e relações, o espaço público apresenta, em seu ambiente, papel determinante. É nele que se desenvolvem atividades coletivas, com convívio e trocas entre grupos diversos que compõem a heterogênea sociedade urbana.
A paisagem ambiental, do Cais Mauá, e as reivindicações dos movimentos de preservação é que as propostas devem ser tratadas de forma integradora em seu planejamento, possibilitando resgatar seus marcos naturais e sociais.

Há inúmeros exemplos que evidenciam a tendência brasileira, que pode ser mudada considerando a paisagem como categoria de análise espacial e de planejamento.O Cais Mauá, patrimônio histórico da cidade e um dos principais espaços público para a população tem suas portas fechadas desde 2013.
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