Bem no começo da década de 60, quando a cidade de São Paulo ainda andava em lua-de-mel com suas
enormes e suntuosas salas de cinema, um moleque de 11 anos costumava cabular aulas para pegar a sessão no cine Itapura, no Glicério - onde hoje deve funcionar um açougue, uma loja de roupas baratas ou um atacadista de materiais de construção. Do primeiro filme roubado das horas de estudo e condimentado com o prazer da transgressão ele já não se lembra do nome ou enredo; só sabe que viu a Jacqueline Bisset, muito jovem;
“fiquei mais de uma semana chapado, sonhando com ela”. O garoto Inimá, como todo espectador de cinema até os anos 60, não se ligava especialmente no nome dos filmes e menos ainda no dos diretores. Se hoje a morada sai de casa para ver “o último Wim Wenders ou “o ciclo Ozu”, naquele tempo se ia ver “uma fita de cowboy com John Wayne no Art-Palácio”I “um romance muito triste com a Vivian Leigh no Ipiranga”... tão importante quanto o gênero do filme e o elenco era a sala de o cinema, parte integrante do sonho cinematográfico do paulistano.
Maria Rita Kehl...e sua maravilhosa pesquisa
Os cinemas fizeram parte da minha adolescência paulistana,um companheiro na imensa cidade,que aprendi a conviver,os filmes descreviam histórias em movimento..como era legal.!!!Hoje bem hoje,...são memorias....outro tempos..!
GCosta

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